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FEDERAÇÃO DAS COMUNIDADES TERAPÊUTICAS EVANGÉLICAS DO RIO GRANDE DO SUL – FECTERS. Fundada: Em 04 de dezembro de 2009, é uma Entidade civil, não governamental, de caráter unificativo, fiscalizativo, representativo, reivindicativo, espiritual, cultural, beneficente, social, orientativo e informativo, sem fins econômicos, com número ilimitado de Entidades Associadas e sem qualquer tipo de discriminação, com tempo indeterminado de duração e com jurisdição e foro provisórios no Município de Novo Hamburgo.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Governo vai investir R$ 4 bilhões em ações para enfrentar o crack

Conjunto de ações inclui cuidado, autoridade e prevenção

 A presidenta Dilma Rousseff e os ministros da Saúde, Alexandre Padilha, e da Justiça, José Eduardo Cardozo, lançam, nesta quarta-feira (07/12), um conjunto de ações do governo federal para enfrentar o crack e as outras drogas. Com investimento de R$ 4 bilhões da União e articulação com estados, Distrito Federal e municípios, além da participação da sociedade civil, a iniciativa tem o objetivo de aumentar a oferta de tratamento de saúde e atenção aos usuários drogas, enfrentar o tráfico e as organizações criminosas e ampliar atividades de prevenção.
Com o mote Crack, é possível vencer, as ações estão estruturadas em três eixos: cuidado, autoridade e prevenção.
O primeiro inclui ampliação e qualificação da rede de atenção à saúde voltada aos usuários, com criação da rede de atendimento Conte com a gente.
No eixo autoridade, o foco é a integração de inteligência e cooperação entre Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e polícias estaduais, a realização de policiamento ostensivo nos pontos de uso de drogas nas cidades, além da revitalização desses espaços.
Também nesta quarta-feira, o Executivo envia ao Congresso Nacional o projeto de lei que altera Código de Processo Penal para acelerar a destruição de entorpecentes apreendidos pela polícia e agilizar o leilão de bens utilizados para o tráfico de drogas. A presidenta Dilma assina ainda a Medida Provisória que institui o Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública, Prisionais e sobre Drogas (Sinesp).
Já o eixo prevenção prevê ações nas escolas, nas comunidades e de comunicação com a população.
Cuidado
Na área da saúde, o plano prevê a estruturação da rede de cuidados Conte Com a Gente, que auxiliará os dependentes químicos e seus familiares na superação do vício e na reinserção social. A rede é composta de equipamentos de saúde distintos, para atender os pacientes em situações diferentes.
Uma das novidades do plano é a criação de enfermarias especializadas nos hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS). Até 2014, o Ministério da Saúde repassará recursos para que estados e municípios criem 2.462 leitos, que serão usados para atendimentos e internações de curta duração durante crises de abstinência e em casos de intoxicações graves. Para estimular a criação destes espaços, o valor da diária de internação crescerá 250% - de R$ 57 para R$ 200. Ao todo, serão investidos R$ 670,6 milhões.
Nos locais em que há maior incidência de consumo de crack, serão criados 308 consultórios de rua, que farão atendimento volante. Cada consultório terá equipes de médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem. A ação, que terá recursos de R$ 152,4 milhões, atenderá municípios com mais de 100 mil habitantes. Os recursos já estão disponíveis e aguardam apenas a adesão dos municípios.
Já os Centros de Atenção Psicossocial para Álcool e Drogas (CAPSad) passarão a funcionar 24 horas por dia, 7 dias por semana. Até 2014, serão 175 unidades em todo o país. Estes centros vão oferecer tratamento continuado, com possibilidade de internação, a até 400 pessoas por mês.
O atendimento será reforçado também pela criação de unidades de acolhimento, que terão cuidados para manutenção da estabilidade clínica e o controle da abstinência. Para o público adulto, serão criados 408 estabelecimentos, com investimentos de R$ 265,7 milhões até 2014. Já para o acolhimento infanto-juvenil, serão 166 pontos exclusivos para o público de 10 a 18 anos de idade, com investimento de R$ 128,8 milhões.
O Crack, é possível vencer contempla também a ampliação dos repasses do Ministério para as instituições da sociedade civil que fazem atendimento aos dependentes químicos e seus familiares. Para receberem recursos do SUS, estes estabelecimentos terão de cumprir critérios estabelecidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e assegurar um ambiente adequado, que respeite a integridade dos direitos dos pacientes e de seus familiares. Todas as instituições estarão vinculadas ao Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES).
Autoridade
O enfrentamento ao tráfico do crack não é diferente do que é feito para outras drogas ilícitas, já que essa é uma das formas de apresentação da cocaína. As ações policiais irão se concentrar em duas frentes: nas fronteiras e nas áreas de uso de drogas, nos centros consumidores.
Serão intensificadas as ações de inteligência e de investigação para identificar e prender os traficantes, bem como desarticular organizações criminosas que atuam no tráfico de drogas ilícitas. O contingente das Polícias Federal e Rodoviária Federal será reforçado com contratação de mais de 2 mil novos policiais.
Está prevista também a implementação de policiamento ostensivo e de proximidade nas áreas de concentração de uso de drogas, onde serão instaladas câmeras de videomonitoramento fixo. Os recursos federais serão repassados aos estados por meio de convênios.
O objetivo é prestar atendimento a pessoas que trabalham, residem ou circulam no local, e possibilitar maior segurança com a identificação e prisão de traficantes. A expectativa é que a utilização de câmeras, móveis e fixas, contribua para inibir a prática de crimes, principalmente o tráfico de drogas.
Os profissionais que atuarão nessas áreas têm formação na doutrina de polícia de proximidade (comunitária) e vão incentivar o fortalecimento da comunidade nas áreas de uso de drogas para fortalecer a participação comunitária na prevenção à violência e criminalidade.
Outras mudanças importantes se dão no campo da adequação das leis. O governo federal propõe uma medida provisória, um novo projeto de lei e anuncia apoio a três propostas já em tramitação no Congresso Nacional. Veja a lista:
Medida provisória que institui o Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública, Prisionais e sobre Drogas (Sinesp) – o sistema vai suprir a ausência de um mecanismo oficial de estatística capaz de compilar e fornecer dados e informações precisos sobre situação da segurança pública no país. Os estados irão assinar pactuação com a União e, se não fornecerem dados no Sistema, terão suspensos os repasses de verbas federais.
Envio ao Congresso do PL que altera o Código de Processo Penal e a Lei de Drogas – agiliza o processo de alienação dos bens que são produto do tráfico de drogas. Contribui para a eficiência das decisões judiciais, criando instrumentos que possibilitem intensificar o combate à criminalidade e preservar o valor dos bens apreendidos, que hoje estão sujeitos à desvalorização ao longo do processo. A mesma proposta vai dar mais agilidade no procedimento de destruição de drogas apreendidas.
Apoio ao PL 6578/2009 (organizações criminosas) – em tramitação na Câmara dos Deputados, tipifica o crime de participação em organização criminosa. A legislação atual prevê apenas os delitos de “formação de quadrilha” ou “bando”. O PL também regulamenta técnicas especiais de investigação, como a colaboração premiada e a infiltração de agentes.
Apoio ao PL 3443/2008 (lavagem de dinheiro) – aprovado na Câmara em outubro e agora em análise no Senado, acaba com a lista específica de crimes antecedentes, como sequestro ou tráfico, para se caracterizar a prática de lavagem de dinheiro. A proposta do PL é também aumentar as hipóteses em que pessoas físicas têm de informar sobre suas transações ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e o valor da multa aplicável a quem não cumprir com essas obrigações (hoje limitada aR$ 200 mil, poderá chegar a R$ 20 milhões).
Apoio ao PL 3772/2008 (difusão vermelha) – em tramitação na Câmara dos Deputados, permitirá agilizar o processo de extradição. A mudança permite prender preventivamente estrangeiros procurados pela Justiça de outro país, conforme alerta transmitido internacionamente pela Interpol. Hoje, para a prisão, é necessário pedido formal de extradição do país que determinou a sentença. A alteração permite que a prisão seja executada conforme determinação da Interpol e depois, dentro do prazo estipulado, o país deve apresentar a documentação necessária para a extradição do estrangeiro. Caso não seja apresentada, o preso é liberado.
Prevenção
Este eixo está estruturado em três bases: na escola, na comunidade e na comunicação com a população.
O Programa de Prevenção do Uso de Drogas na Escola tem a proposta de capacitar 210 mil educadores e 3,3 mil policiais militares do Programa Educacional de Resistência às Drogas (PROERD) para prevenção do uso de drogas em 42 mil escolas públicas. Estima-se que serão beneficiados 2,8 milhões de alunos por ano.
O Programa de Prevenção na Comunidade prevê capacitação de 170 mil líderes comunitários até 2014.
Haverá também realização de campanhas específicas para informar, orientar e prevenir a população sobre o uso do crack e de outras drogas. O serviço de atendimento telefônico gratuito de orientação e informação sobre drogas VivaVoz passará de 0800 para o número de três dígitos 132, para facilitar o acesso do cidadão. Além disso, o Portal Enfrentando o Crack reúne as informações sobre o tema e está disponível em www.brasil.gov.br/enfrentandoocrack.
Os atuais 49 Centros de Regionais de Referência – que funcionam junto a instituições públicas de ensino superior – serão ampliados para 65 e oferecerão 122 mil vagas para formação permanente de profissionais de saúde, assistência social, justiça e segurança pública. Nos próximos anos, serão oferecidas 250 mil vagas em cursos a distância para líderes comunitários, conselheiros municipais, profissionais de saúde e assistência social e operadores de direito.

FECTERS Sedia o Primeiro Encontro de Capacitação e Formação de Monitores e Coordenadores de Comunidades Terapêuticas,Ênfase em Dependência Química.

A FECTERS sediou nos dias 11,12,13,14 e 15 do mês de Julho de 2011,o 1° módulo do curso de capacitação e formação de monitores e coordenadores de comunidades terapêuticas,ênfase em dependência química.O curso em questão é validado e certificado pela ANVISA e teve a parceria do COMEM de NH (Conselho Municipal de Entopecentes),da SBB (Sociedade Bíblica do Brasil),do Conselho Municipal dos Pastores e Ministros de NH,da Frente Parlamentar contra as drogas e da FETEB (Federação das Comunidades Terapêuticas Evangélicas do Brasil.A FECTERS dividiu o Seminário em dois módulo,o 1º módulo nos dias acima mencionados e 2º nos dias 10,11 e 12 de Novembro de 2011,totalizando um total de 80 Hrs/aula,sendo que no dia 12 às 19:00 Hrs,na Sede da Federação (Av. General Daltro Filho,nº 823-Bairro Hamburgo Velho-NH) ocorreu  a formatura dos alunos.O curso foi um sucesso de público,afirma a psicóloga Gisele Sena (coordenadora do Seminário) surpreendendo até mesmo os organizadores,que no começo haviam disponibilizado 50 vagas,mas como a procura foi grande,estenderam as inscrições para 78 alunos.Foi notória a participação de todos os inscritos,e segundo os participantes do evento foram dias de grande aprendizado,de troca de ideias e aproximação,onde puderam conhecer vários líderes de CT'S e trocarem experiências do dia-a-dia.A Federação das Comunidades Terapêuticas do Rio Grande do Sul-FECTERS,através de sua diretoria,agradece o empenho de todos os organizadores,palestrantes,colaboradores e alunos que se engajaram e trabalharam para que este curso realmente tivesse o êxito esperado.

Palavra do Pastor Joel Lucas Correa

"...crê no Senhor e serás salvo tu e a tua casa..." Atos 16:31
É notável a preocupação de alguns grupos da sociedade com a situação da instituição chamada FAMÍLIA.Ela é a célula Mater da sociedade,está sendo atacada de todas as formas e por todos os meios para ser desintegrada.Se a família estiver bem,a sociedade e todas as organizações estarão bem.Não obstante,não há interesse por parte da maioria que a família se estabeleça,o casamento,os filhos,pois isso pode parecer inicialmente um bem estar a uma sociedade individualista e de seres humanos distantes,mas pelo contrário,aumentam as decepções e traumas.
Sendo assim,abordaremos o tema:conlitos conjugais.
Os piores conlitos do casamento são os que estão ocultos,camuflados,dissimulados.Casais que brigam por coisas banais e,muitas vezes,nem sabem porque começou a discussão.Seria bom rever a história dessa relação,pois os conflitos podem ser de origem psicológica,de má formação ou circunstancias da vida.Conflitos de ordem psicológica:geralmente inventamos ou superdimensionamos os motivos existentes:às vezes vemos coisas que não tem nada,exigimos mais do que os outros podem dar.O relacionamento é marcado por cobranças ou queixas.Se um dá muita atenção ao outro,este o considera sufocante,se dá pouca atenção,é frio,se não faz nenhum elogio é desligado,se elogia,é irônico.Geralmente os casais que vivem dessa maneira brigam por tolices,por falta de vigilância ou bom senso.Quando juntos,tudo é motivo para desavenças,quando separados sentem saudades.

Palavra do Pastor Dário Stein

 Somos todos agradecidos a Deus por Ele ter nos escolhido para realizarmos tão nobre trabalho aqui nesta terra.Creio que cada um de nós hoje aqui presentes,está realmente feliz,pois sabemos da parcela de contribuição que estamos fornecendo às famílias,a Igreja bem como para a sociedade em geral.Sebemos que Deus é quem nos escolheu e nos capacitou para tal obra.
Sendo assim como Pastor e como homem de boa fé desejo do mais profundo do meu coração que todos quantos realmente colocarem seus corações nestes projetos,possam ser grandemente agraciados pelo bondoso Deus.Meus sinceros agradecimetos a todos vocês,e sabemos que juntos teremos mais visibilidade,credibilidade,aceitação e com certeza estaremos desta forma demonstrando aos povos desta terra que unidos podemos mais.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Comunidades Terapêuticas: COMUNIDADES TERAPÊUTICAS -ACOLHIMENTO - TRATAMENTO...

Comunidades Terapêuticas: COMUNIDADES TERAPÊUTICAS -ACOLHIMENTO - TRATAMENTO...: O ACOLHIMENTO É O INICIO DO TRATAMENTO E A REINSERÇÃO É O TÉRMINO,PASSANDO POR ESTA PONTE O DQ ALCANÇARÁ UMA NOVA VIDA. A PREVENÇÃO DE R...

INTERNAÇÃO INVOLUNTÁRIA


INTERNAÇÃO INVOLUNTÁR


Internação involuntária de usuário de crack divide especialistas
Defendida pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, para usuários de crack com risco de morte, a internação involuntária não é novidade, mas ainda divide especialistas da área de saúde

Prevista em lei desde 2001, a internação ocorre sem o consentimento do paciente e a pedido de uma terceira pessoa - um parente, por exemplo.


Conforme a legislação, a internação involuntária precisa ser autorizada por um médico e informada, dentro de 72 horas, ao Ministério Público do estado. É diferente da compulsória, que depende de determinação da Justiça – e foi adotada pela prefeitura do Rio de Janeiro para menores de idade viciados em crack. O terceiro tipo de internação é a voluntária, com desejo do próprio paciente.



Durante o lançamento nacional do plano contra o crack, Padilha explicou que as equipes dos consultórios de rua - integradas por médico, enfermeiro e técnico de enfermagem – serão responsáveis por avaliar se o dependente químico precisa ser internado contra a própria vontade. A proposta do governo é passar dos atuais 92 consultórios para 308 nos próximos quatro anos, com foco nas cidades com população superior a 100 mil habitantes.


Os desafios para o tratamento do usuário de crack


É fácil tornar-se um dependente químico, mas é difícil fazer o caminho inverso, especialmente quando se depende do Sistema Único de Saúde

Natalia Cuminale
Grupo de usuários de drogas consomem crack em terreno na Rua Helvetia com a Alameda Barão de Piracicaba, no centro de São Paulo
Grupo de usuários de drogas consomem crack em terreno na Rua Helvetia com a Alameda Barão de Piracicaba, no centro de São Paulo (Apu Gomes/Folhapress)
Especialistas que conhecem a fundo os efeitos do crack no organismo dizem que não basta uma tragada para que o usuário fique viciado, mas tornar-se um dependente químico é um processo rápido. Fazer o caminho contrário, contudo, é difícil. Estima-se que a taxa de sucesso dos tratamentos de desintoxicação gira em torno de 25% a 30%.
Ana Cecília Marques, coordenadora do departamento de dependência química da Associação Brasileira de Psiquiatria, explica que o tratamento anticrack é dividido em três fases: desintoxicação, diagnóstico dos fatores que levaram o indivíduo à dependência e controle dessa mesma dependência, que pode incluir uso de medicação. "Na última fase, o usuário precisa fazer essa manutenção, porque a dependência é uma doença crônica", diz. "Ele não vai ter alta: precisa fazer retornos periódicos. Além disso, é necessário avaliar seu processo de reinserção na sociedade."
O caminho para livrar-se da droga pode ser mais tortuoso se depender do Sistema Único de Saúde (SUS). "Infelizmente, no Brasil, não temos um tratamento público para a maior parte dos dependentes químicos", diz Ana Cecilia. Atualmente, para atender esses doentes, o governo federal mantém 8.800 vagas em hospitais psiquiátricos, 243 centros de atenção psicossocial álcool e drogas (Caps-AD), Núcleo de Saúde da Família e 35 Consultórios de Rua. É pouco se considerada a estimativa do Ministério da Saúde de 600.000 usuários somente de crack no país. A rede de saúde mental faz parte do SUS, que tem ações do âmbito federal, estados e municípios - é sempre este que responde pelo atendimento.
Em maio, o governo prometeu, por meio do Plano Integrado para Enfrentamento do Crack e outras drogas, repassar 140 milhões de reais aos municípios brasileiros para o tratamento dos dependentes. No pacote, está o financiamento de  6.120 leitos, que englobam vagas em hospitais gerais, nas comunidades terapêuticas (iniciativas do terceiro setor e de entidades religiosas), nos Caps AD 24 horas e em casas de acolhimento transitório. Os editais para tornar concretas as promessas foram publicados somente no fim de outubro. Ou seja, nada disso está de pé até o momento. Outra promessa: elevar, até o fim deste ano, de 35 para 70 o número de Consultórios de Rua, que levam equipes multiprofissionais até os locais onde estão os usuários. Outro objetivo do projeto é capacitar profissionais de saúde e de assistência social na prevenção e tratamento de usuários de crack e demais drogas - um ponto nevrálgico da questão, segundo Ronaldo Laranjeira, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp): "Capacitar essas equipes é um desafio", diz.
Promessas ambiciosas à parte, os especialistas criticam a qualidade do atual serviço de tratamento nos Caps: faltam médicos especializados, leitos e acompanhamento da evolução dos pacientes. No total, são 1.671 Caps no país, sendo 243 especializados em álcool e drogas. Um estudo publicado neste ano pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) revelou falhas importantes no funcionamento de todos as unidades: de 85 Caps avaliados, 69,4% apresentaram carência de profissionais e em dez deles, dedicados a álcool e drogas, havia um único psiquiatra disponível.
Simultaneamente às ações anunciadas pelo governo, a Secretaria Nacional Antidrogas realiza treze estudos clínicos, com um total de 1.200 pacientes, em parceria com seis universidades brasileiras. O objetivo é acompanhar os pacientes durante a jornada de busca por tratamento, reinserção social e diagnóstico de doenças mentais. "Esses estudos vão nos dar as direções em relação às melhores formas de abordar os pacientes", explica Paulina Duarte, secretária adjunta da Senad e responsável técnica pelo estudo.
As autoridades de saúde terão de responder à urgência do tema e também à demanda crescente por tratamentos. Segundo dados preliminares de um levantamento realizado pelo grupo de pesquisa de Ana Cecília, cresce a procura de usuários de crack por terapias de desintoxicação. A pesquisa acompanha anualmente um grupo de dependentes químicos: há dois anos, o percentual dos viciados em crack que procuravam a ajuda era de 30%; este ano, essa parcela saltou para 70%.

Crack avança na classe média e entra na agenda política


Devastador como nenhuma outra droga no Brasil, ele se espalha pelo país e demanda ações mais contundentes das autoridades

Natalia Cuminale
Jovem de 16 anos acende cachimbo de crack, na rua dos Gusmões, região da nova cracolândia, no centro de São Paulo
Jovem de 16 anos acende cachimbo de crack, na rua dos Gusmões, região da nova cracolândia, no centro de São Paulo(Apu Gomes/Folhapress)
A tragédia do crack não é nova para o Brasil. Há anos, o país convive com o drama de violência e morte. Novo e oportuno, contudo, é o fato de a elite política do país, enfim, reconhecer a emergência do problema. No último dia 31, em seu primeiro discurso como presidente eleita, Dilma Rousseff disse que o governo não deveria descansar enquanto "reinar o crack e as cracolândias". Poderia ter falado genericamente "drogas", mas referiu-se especificamente ao "crack". Não foi à toa. Estima-se que no mínimo 600.000 pessoas sejam dependentes da droga no país - variante devastadora da cocaína que, como nenhuma outra, mata 30% de seus usuários no prazo máximo de cinco anos.
A praga do crack nasceu e grassou entre os miseráveis, a tal ponto que "cracolândia" virou sinônimo de "local onde pobres consomem sua droga". É mais do que tempo de rever esse conceito. Pesquisa da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo divulgada em 2009 constatou que o crack avança rapidamente entre os mais abastados: o crescimento entre pessoas com renda superior a vinte salários mínimos foi de 139,5%. Além dos números, os dramas pessoais confirmam que a química do crack corrói toda a sociedade. Nas clínicas particulares, que custam aos viciados que tentam se livrar da cruz alucinógena milhares de reais ao mês, multiplicam-se universitários, empresários, professores, militares. Todos estão reunidos pelo mesmo mal e almejam idêntico objetivo: tirar a pedra do meio do caminho de suas vidas.Confira os depoimentos.
O crack se espraia pelas classes sociais e pelas paragens brasileiras. "Antes, São Paulo era o reduto. Falava-se do assunto como um fenômeno paulistano. Agora, ele chega com força em outras cidades e estados", diz Dartiu Xavier, coordenador do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Embora não haja números precisos sobre consumo, os dados sobre apreensão da droga permitem concluir que cada vez mais gente é ferida pela pedra. Segundo dados da Polícia Federal, em 2009, foram apreendidos 513 quilos da droga - volume 43 vezes superior ao registrado no início da década.
Embora tardias, duas pesquisas em andamento na esfera do governo federal explicitam a preocupação das autoridades com a questão. Uma, a cargo do Ministério da Saúde, vai traçar o perfil do usuário de crack. Outra, nas mãos da Secretaria Nacional Antidrogas (Senad), pretende determinar padrões de consumo, barreiras para o tratamento e histórico social e médico de 22.000 usuários - que farão testes de HIV, hepatites (B e C) e tuberculose. Paulina Duarte, secretária adjunta da Senad e responsável técnica pelo estudo, acredita que será a maior pesquisa já realizada no mundo sobre o crack. "Um estudo dessa magnitude vai produzir um banco de dados gigantesco", diz.
O levantamento pode ser um esforço hercúleo, mas não escapa das críticas dos especialistas. Ronaldo Laranjeira, psiquiatra da Associação Brasileira de Psiquiatria, diz que o governo deveria substituir pesquisas por ações. "Há doze anos, a comunidade científica aponta que o crack é uma droga diferente. Para que gastar dinheiro com um grande levantamento quando o que precisamos é de ação e de propostas?", questiona. O governo contra-ataca. Lembra que, em maio, lançou o Plano Integrado para Enfrentamento do Crack e outras drogas, com investimento estimado em 410 milhões de reais em pesquisa, prevenção, combate e tratamento.
Droga nefasta - "Comparado a outras drogas, o crack é sem dúvida a mais nefasta, porque produz rapidamente a dependência: sob a compulsão pela substância, o usuário desenvolve comportamentos de risco, que podem chegar à atividade criminosa e à prostituição", diz Solange Nappo, da Unifesp. Pablo Roig, psiquiatra e dono de uma clínica de tratamento de dependentes químicos, acrescenta que a dependência chega a tal ponto que "o usuário perde a capacidade de decidir se usará ou não a droga".
A mancha do crack se espalha entre usuários de drogas devido a uma combinação de acesso econômico e potência química. Jairo Werner, psiquiatra da Universidade Federal Fluminense e da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, chama a atenção para a relação "custo-efeito" da droga. "A relação entre preço e efeito faz do crack uma droga muito popular, de fácil acesso", diz. Ele explica ainda que os traficantes desenvolveram uma verdadeira estratégia para ampliar o mercado da droga: a "venda casada", de maconha mais crack. "No primeiro momento, a maconha dá um relaxamento e o efeito do crack é mitigado. Depois, o usuário resolve experimentar o crack puro e sente um efeito muito mais poderoso."
Começam, então, as mudanças de comportamento. Além de graves consequências para a saúde, a droga provoca no dependente atitudes violentas. "Ele fica alterado, inquieto, irritado e, em geral, passa a se envolver com a criminalidade como nenhum outro usuário de drogas", diz Laranjeira, da Associação Brasileira de Psiquiatria. "A única prioridade é a droga: a saúde, a família, o trabalho e os amigos ficam de lado. É uma mudança total no esquema de vida e estrutura de valores", acrescenta Roig.
Estimativas americanas apontam que, a cada dólar gasto no combate às drogas, a sociedade economiza até sete dólares em despesas com hospitais, segurança pública e acidentes de carros, entre outros. No caso devastador do crack, fica evidente que a cruzada antidroga pode economizar ainda mais vidas.

Consumo de álcool favorece sexo sem proteção, diz estudo


Pesquisa mostra que o álcool é responsável direto por afetar a tomada de decisões, aumentando as chances de um comportamento de risco

Álcool e sexo
Álcool e sexo: antes pensava-se que traços de personalidade levavam tanto ao consumo de álcool como ao sexo inseguro. Pesquisa afirma que é o álcool responsável direto pela tendência a fazer sexo sem proteção (Thinkstock)
A relação entre o consumo de álcool e o sexo sem proteção é bastante conhecida. Várias pesquisas já demonstraram que quanto maior a quantidade de bebida ingerida, mais chances existem de praticar o comportamento de risco.
Mas ainda havia dúvidas sobre essa relação de causa e efeito. Os pesquisadores não sabiam se traços de personalidade, como a busca por prazer ou uma pré-disposição para comportamentos de risco, levavam tanto ao consumo de álcool quanto ao sexo sem proteção.
CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Alcohol can lead to unsafe sex

Onde foi divulgada: revista Addiction

Quem fez: Rehm J., Shield K.D., Joharchi N. e Shuper P.A

Instituição: Centre for Addiction and Mental Health (Canadá)

Dados de amostragem: 12 experimentos com dois grupos: um que consumia álcool e outro que não

Resultado: O aumento do nível de álcool no sangue de 0,1 miligramas por mililitro tinha como consequência um acréscimo de 5% na propensão de ter sexo desprotegido.
Segundo um estudo que será publicado na edição de janeiro do periódico Addiction, o principal do mundo no que se refere a estudos sobre dependência química, a dúvida acabou: é o consumo de álcool que leva ao sexo desprotegido.
Os pesquisadores reuniram os resultados de 12 testes que mediram a relação causa e efeito entre consumo de álcool e sexo sem proteção. O resultado encontrado foi que o álcool afeta a tomada de decisões. Quanto mais álcool os participantes dos testes consumiam, maior era a vontade de fazer sexo sem proteção.
Os participantes foram divididos em dois grupos formados aleatoriamente: um consumia álcool, o outro não. Depois disso, foi medida a intenção de ter relações sem proteção. O aumento do nível de álcool no sangue de 0,1 miligramas por mililitro tinha como consequência um acréscimo de 5% na propensão de ter sexo desprotegido.
A importância da descoberta é grande. Pode servir para que sejam encontradas novas alternativas para prevenir esse tipo de comportamento de risco. Em países do primeiro mundo, mas também no Brasil, a incidência de doenças transmitidas sexualmente, como a Aids, mantém-se estável — em alguns casos até cresce. Por isso é importante descobrir meios de inibir condutas que levem ao aumento da transmissão das doenças sexualmente transmissíveis.
"Este estudo ajuda a explicar por que as pessoas adotam esse tipo de comportamento, mesmo sabendo dos risco: o álcool influencia o processo de decisão", afirma J. Rehm, do Centro de Dependência e Saúde Mental do Canadá, coordenador do estudo. "De hoje em diante, os programas de prevenção de aids devem levar em conta os resultados deste estudo."

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Drogas – curiosidade que mata


O que leva um jovem a experimentar as drogas não são os problemas emocionais da adolescência, mas a curiosidade. Afinal, o que as pessoas sentem quando usam drogas? Que tipo de prazer elas dão? A cada dia, sentimos uma necessidade ainda maior em desvendar o mistério de algo que a sociedade tenta ocultar e proibir. Campanhas e propagandas só nos incentivam a dizer não às drogas – pois então, vamos saber o que deve ser negado e porquê.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) chama de droga toda e qualquer substância que, introduzida em um organismo vivo, pode modificar uma ou mais de suas funções. O termo “droga” vem do holandês “droog” e quer dizer “folha seca”, porque todos os medicamentos eram feitos de vegetais.
A História indica que as ervas entorpecentes são usadas há pelo menos 6 mil anos. Os sumerianos (atual Irã) usavam a papoula de ópio para fazer contato com deuses, espíritos e demônios. Os europeus queimavam maconha dentro das tendas para inalar vapores. Em 1776, a morfina era usada para garantir alívio aos soldados que lutavam na guerra civil norte-americana. E, durante a 2.ª Guerra Mundial os médicos receitavam anfetaminas para minimizar o cansaço dos combatentes. Por muitos anos, o cultivo e comércio das drogas foi livre. Só em 1914 houve a proibição, dando início a um mercado negro que, hoje, movimenta milhões e milhões de dólares pelo mundo.
A maioria dos jovens que usam drogas garante que experimentou por curiosidade, para saber que tipo de sensações a química proporcionaria. De acordo com os médicos, porém, na imensa maioria das vezes, quem experimenta uma droga pela primeira vez diz que não sentiu absolutamente nada. Algumas pessoas têm que tentar várias vezes para começar a perceber uma diferença.
Outra razão bastante forte para o jovem procurar as drogas é a necessidade de um “remédio” para seus problemas, sejam eles físicos ou emocionais. Muitas vezes, sentimo-nos tão depressivos, tão tímidos, tão incapazes, que seríamos capazes de buscar qualquer “remédio” que nos trouxesse alívio – e vamos direto às bebidas e às drogas. Certo, ambos alteram consideravelmente nosso estado de humor e espírito, proporcionando sensação de poder e força física e mental. Só que os efeitos passam e, aí, teremos três problemas: o mal-estar volta, o arrependimento bate à nossa porta e a dependência começa a se instalar.
De qualquer forma, estamos iniciando a vida adulta, ganhamos autonomia, queremos desafiar o mundo, ultrapassar barreiras e entender o que há de tão perigoso nessas substâncias. Então, antes de buscar essa “auto-medicação”, vamos matar nossa curiosidade e saber mais sobre algumas delas.

Convite á filiação


Essa é a primeira abordagem da FECTERS–
Federação das Comunidades Terapêuticas Evangélicas do Rio Grande do Sul, ora representada pelo presidente Roque Serpa, Fundada em 04 de Dezembro de 2009 e registrada no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas sob o no 09.262.432/0001-45, no sentido de convidá-los a participar oficialmente de nossa rede de Comunidades Terapêuticas Evangélicas bem como processos e iniciativas similares, visto as necessidades atuais
Para tanto nossa missão é suprir, unir, fortalecer, defender e apoiar as comunidades terapêuticas de ordem evangélica, a fim de adequar-se nas normas e legislações de funcionamento.
Dessa forma, colocamo-nos como interlocutores dessa disposição de dar corpo e sangue a essa federação que se pretende uma rede nacional de reflexões, partilhas, solidariedades e trocas de conhecimentos e experiências entre pessoas e instituições afinadas com as comunidades terapêuticas evangélicas que desejarem participar dessa fértil relação.
Para filiar-se à FECTERS, membros individuais ou institucionais deverão preencher a para ficha de inscrição solicite através do telefone: 51-35931375 Falar c/ Madalena na secretaria.
Certos de que a FECTERS poderá contar com a sua adesão e participação efetiva em suas ações, da mesma forma que uma rede se constrói com a fragilidade e a força de cada fio que se entrelaça nos demais, subscrevemo-nos
51.96531125 Madalena